quarta-feira, 15 de maio de 2013

AH POR FAVOR NÉ?!!

Ah por favor, não me venha novamente com seu falso amor.
Cansei de suas palavras jogadas ao vento.
Cansei de seus carinhos pela metade.
Cansei de esperar e você não chegar.

Ah por favor, deixa eu esquecer a tortura que é esse teu falso amor.
Deixe-me livre pra voar.
Deixe-me livre pra tentar encontrar.
Deixe-me livre pra ir e não voltar.

Ah por favor, pare de dizer que um dia me amou.


domingo, 7 de abril de 2013

Ei psiu, faz silêncio!

Hoje quero ficar quietinha.
Em silêncio, só ouvir o tum tum do meu coração.
Nem chorar eu quero.
Hoje quero ficar inerte a tudo.
Incrivelmente, nem cantar eu quero.

Que as reticências fiquem comigo hoje.
Hoje eu quero todas as vírgulas.
As interrogações já me acompanham.
Talvez só amanhã eu saiba dizer se foi um ponto final.

sábado, 30 de março de 2013

25 anos

Ai meus 25 anos...
Quem convive comigo sabe o quanto adoro fazer aniversário
Beijos, abraços, telefonemas.
Mas os 25 anos, esperei com mais expectativas.
Não sei porque...
Talvez porque eu tenha feito tantos planos de vida para essa idade.
Eu dizia que queria ter meu primeiro filho com 25 anos.
Mas ao invés de um filho a vida me trouxe um sobrinho.
Eu dizia que queria estar formada e fazendo minha pós em Antropologia.
Mas ao invés disso ainda estou no 4º período da faculdade.
Eu dizia que queria estar casada, na minha casa, com o meu amor.
Mas ao invés disso... estou caminhando para isso rsrs.

Mesmo assim, hoje sem dúvida é um dos dias mais felizes para mim.
Tenho as pessoas que eu amo ao meu redor.
Minha irmãs que tanto amo, meu pai.
Só não existe a perfeição nesse dia porque falta aquela que fazia aniversário comigo.
A mulher da minha vida, minha saudosa mãe.
O conforto que tenho da sua ausência, é que durante 19 anos pude ser o seu melhor presente de aniversário.

Que venham então mais 25 anos.
Até meus cabelos embranquecerem
Meus dentes caírem.
E eu sentar na cadeira de balanço, relembrando essas minhas doideiras.

Fui, quero bolo!!



terça-feira, 19 de março de 2013

A mãe da gente podia viver para sempre.

Sinto falta sempre, mas tem dias que a intensidade da sua ausência dói mais.
Tem dias que o silêncio da sua voz mais parece um tormento.
Tem dias que a falta do teu toque pinica meu corpo por inteiro.
Tem dias que quero chorar mas me controlo pois não estarás aqui pra enxugar.

Te sinto perto porque está dentro de mim.
Te sinto longe porque não está aqui.

Mãe, volta pra mim!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Desculpa, por pouco eu não fui.

Estive a ponto de te trair, estive a ponto de jogar fora tudo que conquistei contigo por um breve momento de prazer. Por pouco, muito pouco não virei as costas para ti.
Me igualei a Pedro que foi até o final com seu medo, ah Senhor me sinto tão mesquinha quanto ele!
O galo não cantou, ninguém me apontou como um deles, mas eu sabia de onde vim e para onde iria.
Tentei conversar contigo, mas tive medo de que não entendesse minha fraqueza.
Será que entenderia, será que acreditaria no meu amor, será que iria embora quando eu suplicasse por ajuda?
Senhor, desculpa mas minha angústia foi forte de tal forma, que nem sei se de fato te conheço, pois não soube responder nenhuma dessas perguntas.
Será que ainda sou filha? Pois todo filho conhece o Pai que tem.
" Eis aqui a minha vida"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um "meu" momento

´
Hoje eu não queria ser tão forte.
Hoje eu queria chorar, chorar.
Hoje eu queria me desesperar.
Hoje eu queria não querer.

Não querer essa dor.
Não querer o que se foi.
Não querer esse rancor.
E querer o que não sou.

Não sou o que querem.
Não sou como querem.
Não quero o que querem.
Nem sei o que querem.

Só hoje deixem eu ser eu.
Ser o que não desejam.
Ser o que não percebam.
Só hoje deixem eu ser algo.
Algo que um dia talvez vocês conheçam.

Sonho pra te encontrar.

Ah como hoje eu queria ir para um lugar campestre, bem ensolarado, com um riacho no final da estrada de barro.
Como eu queria correr por essa estrada, parar no meio do caminho e subir naquele pé-de-manga, tirar e me lambusar toda.
Cantarolar bem alto, gritar enlouquecidamente como é bom viver, chegar no riacho e me despir  e me deliciar naquela água límpida.
E só sair dali mediante ao chamado do cheirinho de café que a velha fez na casa antiga.
Ver o pôr do sol sentada numa cadeira de balanço, ouvindo o canto das aves,
Ali eu estaria vazia, vazia das preocupações, vazia de tanta gente enchendo o saco, vazia de mim.
Só estaria eu e a velha, ou "véia" como eu chamaria.
E ao tocar na "véia", sua pele ia se transformando.
Eu reconheço esse olhos -dizia eu a cada toque.
Essas bochechas, esses lábios, essas mãos, esse abraço.
E eu agoniada, com um bolo na garganta, falei quase se ar:
- É você, minha mãe?!!
E a resposta foi essa
...